quinta-feira, 28 de julho de 2011

Don't panic, just love.

Estava rolando na internet um vídeo da Fernanda Mello sobre a diferença entre a paixão e o amor. Me fez pensar. Ela fala algumas frases bonitas, sobre a gente achar o amor da vida, quando para de acreditar nisso. De paixão, eu acho que eu entendo, aliás, foi por causa da paixão que eu quase parei de acreditar no amor. Chorei muito, ouvi muito John Mayer de madrugada, fui muitas vezes tendo certeza que iria voltar, mas ia mesmo assim, pelo gosto da partida, pela necessidade de fazer pensar que poderiam me perder. Perderam. E mesmo assim, eu insistia em querer de novo, matar um leão por dia, indo dormir sorrindo, mesmo sem saber se o dia seguinte ia ser de ternura ou de rispidez. Tudo bem, eu havia escolhido assim. Era ali que eu queria estar, eram meus minutinhos de alegria, recompensa de semanas de dor, textos desesperados e muita corrida atrás de migalhas. Mas como tudo na vida, esse sofrimento também deu lugar ao vazio e a certeza de um chão firme demais para onde eu queria estar. Voltar atrás já não era mais possível. Segui.
Tentei então, me fazer de esperta, era comum ouvir de mim que de amor eu não morreria mais, afinal, depois de tudo que eu sofri, nada mais relacionado ao coração mexeria assim comigo.
Mexeu. Foi engraçado como a gente se conheceu, aonde qualquer cara poderia ver uma menina desesperada por algum tipo de amor banal, você viu uma menina forte, querendo ser de verdade. Nos primeiros encontros, eu notei que não seria fácil fugir de tudo, com minha tática de fugir do novo, voltando pro velho relacionamento banal. Com você, as coisas não são só diferentes, não é só porque tua paz me encanta que eu fugi de todos os meus medos e disse que te amo. Não foi só porque sua inteligencia pra mim, é a maior do mundo, que eu resolvi que você pode sim ser candidato a passar o resto da minha vida comigo. E não é também porque você sorri tímido e cozinha pra mim preocupado com meus medos e preferências. Eu gosto de você, porque gostar de você não dá trabalho, eu não preciso procurar a cartela para emergências do Rivotril quando você avisa que vem me ver, eu não começo a tremer só de pensar em ter um filho contigo, eu não tenho vontade de fugir da vida, quando você me olha gelado, porque você não me olha assim, seu olhar é terno e você já me viu com medo e quase morrendo, mas mesmo assim não fugiu, você ficou do meu lado e pediu pra que eu ficasse firme, afinal, nosso futuro é lindo, e eu não preciso dizer isso como sonho, viver com você é minha melhor realidade.



Escrevi enquanto ouvia : Snuff - Slipknot

terça-feira, 19 de julho de 2011

O que eu aprendi com a dor.

Exatamente um mês atrás eu comecei a conhecer o que é ser amada de verdade e me fez pensar o que eu aprendi com a dor. A maior das constatações : só consigo escrever quando estou me doendo. Todos os meus bons textos, aqueles que quem me lê gosta, comenta e me procura pra elogiar, são sobre dor, separação e algum tipo de ânimo para recomeçar do zero (de novo!).
Agora, me sinto em falta com a escrita, não que eu preferisse o antes, o vazio, a dor. Agora caminho sobre um chão firme, quente e com muita luz. É melhor do que eu poderia sonhar.
Quanto a inspiração, desejo que ela se aninhe na minha metade feliz, além de ser minha tecla de escape, quando a dor aperta e eu preciso dividir com o mundo minhas lágrimas e angústias.
Além de me sentir bem, com os elogios a mim destinados, por causa dos textos, aprendi com a dor, que as pessoas não devem ser obrigadas a receberem o carinho que não merecem.
Aprendi com a dor também, que sorrir, mesmo quando se quer morrer de chorar, ajuda sim. Aprendi que meus amigos, são os melhores do mundo e que algumas pessoas continuam exatamente no lugar que estavam quando as conheci, na redoma.
Agora, o que eu vou aprender na alegria, na verdade, no amor é ainda um mistério, mas eu estou doida pra desvendar.
O amor chega, invade, surpreende, ensina e faz a gente mudar todos os nossos conceitos.
Hoje, coloco o sorriso mais puro que há em mim e digo pro mundo : toda a dor vem sendo recompensada, todas as minhas expectativas vem sendo superadas. O amor existe sim, nunca mais duvido disso.








Obrigada por me fazer acreditar.



Para ler ouvindo : Gap - The Kooks.

domingo, 3 de julho de 2011

Uma pequena nota sobre nós.

Mesmo com tantos motivos maiores para adorar tudo isso que temos, tantos olhares, carinhos, proteção, fé e o tão sonhado companheirismo, de verdade, dessa vez.
O que mais me encanta nisso tudo, além dos teus olhos me olhando sempre desse jeitinho adimirado, é o fato que eu, pela primeira vez na vida, não preciso inventar amor.
Ouviram senhores ? EU NÃO PRECISO MAIS INVENTAR AMOR !



Obrigada !