sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mr. Nicolau.


É, sou eu de novo Papi Noel, eu sei que tem uns anos que não escrevo mas devido a minha esperança nesse 2012, resolvi te procurar. Sei que 2011 não foi grandes coisas e que eu provavelmente estou sendo uma babaca dizendo isso, tanta gente ai perdendo casa na enchente, no hospital e eu aqui saudável e cheia de tristezas e desgostos no ano, não é ?
Sabe de uma coisa, Santa ? Eu quero ir embora... Belo Horizonte não é meu lugar, acho que descobri. Tenho amor imenso por pessoas daqui, mas sinto uma necessidade tremenda de ir embora, viver em outra cidade, estado ou com muita sorte, um novo país.
Me reinventar, não ser mais a menina que é largada e passar a ser a menina que larga, virar mulher, amadurecer... me assumir e bancar meus medos, sem precisar correr pro colo de ninguém.
Descobri esses tempos, que promessas acabam, que sonhos nem sempre são realizados e que prioridade é uma via de dupla.
Ninguém esta disposto a lutar por ninguém, quero ir embora e tentar lutar por mim.
Parar de esperar a chegada tão sonhada e ser o meu amor eterno.
Acho que amor eterno é aquela coisa, que todo mundo acredita, mas ninguém sabe ao certo se existe. E tem vergonha de acreditar. Tipo você.



Com carinho, porque amor machuca,
Adriana.



Feliz Natal, meus leitores (as) queridos, o crescimento desse blog, com certeza foi uma das (poucas) e melhores coisas do meu 2011. Beijo grande.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Estação : eu. Última parada.


Você não tem medo de me perder ? Não tem medo que eu levante e vá embora para o canto mais escuro de solidão, achando que é melhor assim ?
Seus olhos não enchem de água ao me imaginar sorrindo nos braços de outro ?
Sua confiança é tão grande que faz você correr o risco de nunca mais me ver, numa dessas brigas que mostram o que nos tornamos, nada parecido com o que fomos ?
Será que se eu for embora, você luta contra o mundo pela gente de novo ?
Será que o mundo está certo ao me direcionar olhares tão piedosos ao mencionar teu nome com lágrimas nos olhos ?
Será mesmo que a última esperança de amor, acaba aqui ?
O que não é resolvido em um mês, não é resolvido em um dia.
Sem conversas, só distância, lágrimas, suposições, silêncios....
Medo.


Parece que as coisas boas vão ficando pra trás tão rápido. O quentinho no peito. A certeza de futuro.
Eu nunca senti assim. Eu nunca perdi assim.

Estou acostumada a ser estação, o ponto de partida, o adeus penoso, a lavada na alma, o colo pra onde se corre. Mas quando é que vou ser só o colo da onde não se quer fugir ?