sexta-feira, 27 de agosto de 2010

dois.

Já cansei de dizer o quanto queria te falar muitas coisas, algumas eu até falei, dando uma modificada, escondendo os olhos, me contendo, e agora tive vontade de falar.
O medo de assustar continua aqui, firme e forte, se é que algum medo pode ser assim, mas nunca fui de correr de medo nenhum, de dor nenhuma, então resolvi aplicar isso a gente também. A gente passa muito tempo bem, e seu medo de me ferir nem chega perto de mim, quando você me olha, sorri e faz alguma piada que eu sei que tem um "eu gosto de você" embutida, vale a pena sentir até medo.
Nunca me arrependi de nada, não se arrependa.Sua busca por motivos de ir embora, não me fere, seu medo não me assusta e sua mudança me da gosto de desafio, sei que é exatamente o que te assusta, minha falta de freio, de barreira, sei que não desisto fácil e que você pensa que eu poderia tornar as coisas facéis indo embora. Isso não é uma jura de amor, sei a hora de ir embora, mas se você não me mandar ir, não vou por medo.
São dois meses né ? Fiquei muito feliz quando você disse que é quase um recorde pra você,que nossa noite foi inesquecível e que eu sou diferente.E talvez você esteja distante porque as certezas do fim no primeiro mes foram bagunçadas, mas vida é bagunça,viu ?
Talvez você nunca leia isso, mas se eu tiver coragem de mandar é porque o medo acabou, aproveite o fim do meu medo e me deixa acabar com o teu.
Meu medo não é você ir embora, não quero que você vá, quero minhas mordidas, meus apertos, minhas mensagens depois da meia noite, nossos momentos coisinhas, nossa petrificação de momentos, sabendo que amanhã é desafio, o meu medo é porque quando uma coisa termina, outra começa e começar outro relacionamento me da preguiça, o medo não é por você, é por mim.
Um dia vai acabar, espero que não seja logo, e que eu fique serena o suficiente pra não te pedir pra ficar, mas se você for embora, lembra que mesmo você se achando o estranho, o bipolar, você é capaz sim, de fazer alguém muito feliz, além de tudo isso, porque quando a gente gosta de alguém, a gente gosta de tudo.Não é ser submissa, mas não criar caso por qualquer besteira.
Um dia, eu te mando isso, juro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ser amigo ou ter amigos ?

Mudança é alimento da alma, sempre ouvi dizer, não vamos colocar extremos em questão, vim hoje pra falar do mais belo tipo de amor, o amor que não prende, que não exige, que não mata, vim pra falar de amizade.
Fui abençoada com um grande dom, que é fazer amigos muito depressa, mesmo sabendo que amigo de verdade, a gente só sabe que é, com muito tempo de convívio. Eu chamo de amigo quem para pra me ouvir, quem vem me contar, quem ri comigo, quem fala a verdade e quem me abraça e me da segurança pra seguir adiante.
Falei de mudança no começo, pois meus amigos que me viram mudar tanto, de dentro pra fora e de fora pra dentro, estão me vendo nascer de novo, nestes dias tão confusos e ao mesmo tempo tão calmos.
Eu que sempre estive conversando com milhões de pessoas ao mesmo tempo, hoje sento no cantinho mais tranqüilo de mim e espero alguém falar comigo, abri mão de estar acompanhada o tempo todo, sinto falta de tanta gente, relações esfriaram e ninguém faz nada pra mudar isso.Eu deveria estar triste, surtando,me sentindo só, mas não, me da uma coisa estranha, as vezes até solidão, mas passar o tempo dentro de mim, não tem sido muito ruim.
Nem minha mania besta de ter medo de perder o que não é meu, tem me deixado triste ultimamente.
Corrijo o que pensei acima, os amigos não sumiram, eles só deixaram de se importar ou eu deixei de falar de mim.
Algumas pessoas permanecem aqui e sei que quando tudo passar, vou saber que é de verdade e quem não é.
Pra quem lê esse texto, parece que estou reclamando, mas é exatamente o contrario, que sirva de alerta : Cuidado comigo, deixei de ter medo por ser quem eu sou, deixei de me esconder atrás de ser diferente, agora me basto.Nunca quero ficar sozinha, amizade é matéria de salvação, mas não esperem que eu chore, descobri estes dias uma pessoa que me jurou amizade eterna : EU.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O aconchego na cama, a luz apagada.

Sou dois extremos, meu medo é exemplo disso, tenho muitos e as vezes não tenho medo nenhum. Conjugo o verbo surtar e assusto até quem nunca pensei ter medo de mim.
Depois coloco a máscara de novo e sou só brincadeiras e sorrisos. Se um dia alguém me perguntar qual a frase que mais odeio ouvir, vou responder sem pensar duas vezes que é "relaxa,drika", ouvi tanto que aprendi. Mas ninguém nunca me perguntou se eu queria relaxar, se eu queria me acostumar com as coisas erradas e deixar tudo passar, eu confesso que é mais prático e seguro viver assim, mas eu nunca quis segurança, nunca precisei de colete salva-vidas pra entrar em barco nenhum.
Felicidade é conta gotas e quando você olha para trás, consegue encher um frasco inteiro, pequenas coisas vão se juntando e quando você vê esta tudo bem.
Ando com preguiça de gente e muito individualista pra ser eu mesma. Conseguindo enxergar tudo de fora, sem entender atitudes e sentimentos, descobrindo cada dia um novo eu.
Nunca me acostumei a ser feliz, nunca tive medo de mudar e sempre morri de medo da palavra : morna. Ninguém se lembra de meio-termo.
No meu mundo é assim, ou é incrível ou terrível. Acostume-se, mas nem tanto, posso mudar a qualquer hora.




Para ler ouvindo : Costumes - Maria Bethânia.