quinta-feira, 4 de abril de 2013
Vendo coragem no Amor
Sempre achei ridículo quem faz tatuagem para namorado, e ainda acho gravar o nome de alguém na pele, algo muito sério. Mas a nossa história veio gravada em mim e acho que nem você imagina como ''Ter fé e ver coragem no amor.'' hoje representa você na minha vida.
Eu precisei de 4 dias para me apaixonar por você. Mas paixão mesmo, paixão de todo mundo ver escrito na minha testa, de querer abraçar o mundo, desejar amor para todos, abraçar meus inimigos, perdoar quem me feriu. Eu acredito de novo. E eu tenho fé em mim, na gente, na paz, no amor. Eu sou boa, lindo, você me trouxe essa certeza de novo, você, sem saber, lutou com um por um dos meus medos. Eu quero ser vida pra você. Para a gente. Eu quero nossas noites juntos, eu quero cada surpresa que nosso namoro pode trazer, eu quero acordar todos os dias e lembrar que é real, eu quero entrar na internet e ver um monte desses recadinhos teus, eu quero imaginar cada passo seu com ansiedade quando você diz ''linda, tô chegando''
Eu te contei meus medos como quem conta que vai a padaria, você continuou me olhando com carinho, e me disse tudo que eu queria ouvir. Eu te dedico o meu renascimento, o meu melhor, todos os meus sorrisos, os meu melhores beijos.
Eu te desejei desde o primeiro segundo, eu não preciso fazer nenhum esforço para querer você, eu amo quando você me chama de ''minha linda'' , eu amo quando chega uma mensagem sua, eu amo muito quando você chega na minha casa para me buscar com aquele sorriso. Eu amo muito quando você faz cara de vergonha e cobre o rosto. Eu confio em todas as suas palavras, porque você me transformou de novo numa menininha e eu estava cansada de ser adulta demais, e você sabe que pelo meu histórico de ''Seu fulano e suas três mulheres'' o quanto isso era difícil para eu acreditar. E você conseguiu isso em questão de dias.
Nossa história começou como aqueles romances engraçados que a gente vê no cinema, que alguém tenta boicotar, e você me disse : o mundo tá ao nosso favor.
Eu quero a vida do seu lado, eu amo quem eu sou quando estou com você
Esse é o maior elogio que eu posso fazer a um homem.
Eu quero ser o motivo para esse sorriso lindo enquanto o nosso pra sempre durar. Sim, é uma forma de dizer aquilo que eu tenho medo.
Fica pra sempre lindo e obrigada por me trazer de volta a mim.
O amor existe, gente. Ele me mandou avisar.
Agradeço ao Chile por te mandar pra mim e digo, que lamento por ele, mas não te devolvo nunca mais.
Te quiero,
sua Nêga.
quarta-feira, 27 de março de 2013
500 days with Summer, Mano Brown e nós
Isso não é uma história de amor. E eu nem sei se é uma história sobre ele.
Eu gosto de contar meus casos e sempre que o faço, aos amigos, algum deles solta : '' Tem coisas que só acontecem com você.'' É um fato.
Com você foi assim. Não teve muito romance explícito, porque você não gosta disso e eu acredito que eu quase não gosto também. Mas teve desejo de sobra. E o destino contribuiu o tempo todo, parecia gritar : '' Não adianta fugir, porra.''
Eram o que ? 10 mil pessoas ? É por ai, 10 mil pessoas. E eu resolvi falar asneira bem atrás de você.
- Olha moça, não é por nada não, mas se o Mano Brown sai do Racionais, o Racionais acaba.
Eu tentei me explicar, você só me achava patricinha demais, acompanhada de um ou outro bombadinho sem noção. Mas ai, você e eu, olhamos direito um pro outro e foi assim, porque tesão não precisa de motivo.
Trocamos meia dúzia de palavras e me afastei, te olhava de longe e na sua música, você me olhou sem saber se era para fugir comigo ou se eu era só mais uma menina que não sabia o significado de nada, berrando que era vida loka.
Um beijo no rosto foi o suficiente para eu entender, você também me queria.
Mas a vida tem dessas coisas, a gente vai embora sem nem saber o nome da pessoa, pensava eu no carro, enquanto voltava para casa achando que nunca mais ia te ver na vida.
Engano meu. Os mistérios da vida virtual são absurdos. Você já sabia meu nome, meus gostos e eu, tão assustada com o destino, não sabia o que fazer do desejo contido no peito. Coincidência ? Não.
Me contava (e conto) nossa história intensa e rápida, passando por cada detalhe que me lembro.
E o destino não desistiu, na única festa do mundo que a gente não podia ficar junto, olha você lá.
A gente brincando de andar de mãos dadas, de namoradinho. Ninguém sonhava que aquilo era uma brincadeira cheia de segundas, terceiras e milésimas intenções. Era bom estar ali.
A euforia por uma possibilidade tão sonhada, perdeu um pouco do brilho na porta daquele banheiro. Muita coisa ali não importava mais. Vem comigo que eu te levo pro céu.
Não fomos, não ali. Eu aprendi a ser descolada, a fugir de tudo, mas ainda tinha medo de errar. Deixei você ir de novo.
O destino não acreditava. ''Essa menina tá brincando comigo.''
Fiquei com aquele beijo na boca e com sua resistência na cabeça. Não sabia o que fazer, o que era aquilo ?
Desejo, paixão, romance ?
As festas de fim de semana passavam e eu não sabia se era medo de te ver, vontade ou saudade. O seu medo me contagiou e a gente ficou meio assim, meio sem saber como ia ser da ponte pra lá. É !
Cheguei e vi você numa fila, seus amigos, seu sorriso e gentileza de sempre. Esse texto nasceu ali.
Mais uma vez não sabia o que fazer, te olhava de longe, com medo de te perder para alguma daquelas modernetes. Resolvi : era ali, pronto.
Ah ! O beijo. A gente se beijava como se fosse a última vez, e talvez fosse, somos eu e você. Sem roteiro, sem historinha, mas com um destino e um desejo a nosso favor (ou contra ?)
Existem sim, coisas mais fortes que nossas determinações, hoje, depois de você, eu não duvido.
E voa, seu sorriso e seu abraço não combinam com prisões e nem corações de pedra.
Se for pra ser, um dia a gente se revê. Que assim seja.
'' De três minutos comigo, dois cê só dava risada.''
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Você já foi a Bahia ?
Escrevo esse texto com músicas dos Novos Baianos ao fundo, um quentinho no coração e mil lembranças boas na cabeça.
Se você nunca foi a Bahia, vá. Antes de ir a Nova York, fazer compras, antes de ir a Londres dançar nos pubs modernetes e antes de ir a Paris passear com seu grande amor. Vá a Bahia.
Saí de casa pra ver o mar, depois de mil anos, para mim era como conhecer o mar de novo, um sonho de menina, tão bobo e fácil de ser realizado, que por causa do destino e da vida, para mim, era longe demais.
Cheguei muito cedo ao aeroporto e tudo ali era lindo, era vida, era gente bonita chegando e saindo, filas para tantos sonhos, tantos encontros de amor. Todo mundo era feliz ali.
Entrei no avião, um rivotril no bolso e quase quebrando a mão do meu pai. Escolhi ir na janela, porque vocês sabem, eu nunca corri do medo, apesar de estar sempre pronta para gritar fugindo dele.
O rivotril não foi necessário, eu gritei algumas vezes, nas curvas, que o avião estava caindo, mas nada que fizesse eles pedirem para eu me controlar. Só meu pai dava risada.
Da janela, entre as nuvens, o sol nascia. E no meio do meu medo, eu vi o mar, arctic monkeys tocava Cornerstone e eu chorava sem esforço. Sem ninguém ver, porque ninguém entenderia. Uma vitória, depois de tanto, de tudo, dos medos, dos eus.
Chegamos no aeroporto de Porto Seguro, pegamos um táxi e eu quis parar na praia.
Eram 7 da manhã na Bahia, o mar estava calmo e na minha cabeça, passava uma vida toda, quando a onda bateu em mim, foi um misto de alegria e dor, tipo estar apaixonada. Dessa vez não chorei, mas amava muito.
Chegamos a Arraial d'Ajuda e o hotel era lindo, uma mesona de café da manhã, uma baiana a disposição dos hospedes para fazer mil quitutes e coisas que em Minas não estamos acostumados. Provei tapioca, mungunzá, bolo de pão de banana. Mil delícias.
O primeiro dia foi tranquilo, na praia do Mucugê, apenas eu e os meus pais. A alegria da minha mãe era linda de ver, eu sabia que para ela estar ali também era uma vitória. A noite, conheci o pessoal do hotel e duas paulistas com quem fiz uma amizade bonita, foram minhas irmãs de verão. O segundo dia, fomos as 3, explorar Arraial. O centro é um lugar delicioso, cheio de lojinhas e bistrôs que parecem cidade de boneca, casinhas coloridas. Gente de todos os lugares do mundo. Muitas línguas, sotaques, risadas.
O mirante atrás da igreja é coisa de sonho, amarrei minhas fitinhas e fiz os pedidos. Não custa nada ter fé e ver coragem no amor.

A rua do Mucugê, é um espetáculo a parte, a noite lá tem os bares mais charmosos da Bahia, sem sombra de dúvida. O pub La Morocha é ponto de encontro dos jovens, aonde eu e as meninas estivemos na quinta-feira, nosso quarto dia na Bahia.
A praia da Pitinga foi nossa escolhida para passar o terceiro dia, por ser mais perto de nosso hotel e ter um restaurante charmoso e lindo, cheio de redes, balanços e tocando Chico. Sim, era um sonho bom.
O mar gostoso, comida boa e drinks baratos. Acho que a Bahia é o paraíso. Na praia da Pitinga, é fácil ver as falésias descritas por Pero Vaz de Caminha, na carta a Portugal. Não é difícil descobrir porque os portugas acharam a beleza daqui semelhante a uma pintura.
A noite de Terça, na Terra que ninguém fica triste, fomos a um lual, cheio de gringos e suas obsessões por aprender a sambar e eu, que quase não sei , virei atração no meio deles, afinal, no sangue e no quadril, correm sangue latino.
A Quarta-feira para mim, foi um espetáculo a parte, depois de acordar cedinho, e comer feito uma grávida de trigêmeos e enfrentar uma hora e meia de viagem, ouvindo todas as varições da música do Cavalinho, descobrindo que o grupo de 8 paulistas que estavam com a gente, realmente sabia fazer rir, chegamos ao lugar mais bonito do mundo :
Trancoso.
Enquanto eu temia acordar e descobrir estar ainda na minha casa em BH, o guia mostrava as casas dos famosos, as delimitações da praia de nudismo e as barracas mais famosas.
Chegamos ao famoso Quadrado, uma espécie de rua, que foi a morada dos Padres das Missões Jesuítas no Brasil. Os padres sabiam escolher bem, o lugar, além de lindo, tem uma das melhores energias que já senti. E depois da Igreja, o mirante de São João Batista é uma visão de tirar os pés do chão. Até o cemitério do povoado, na beirada do mirante, é lindo. Ser enterrado ali, deve ser ficar com os dois pés, já no paraíso.
Cada casinha, cada bistrô, tem um morador ou alguém com dinheiro o suficiente para se manter ali (o preço de cada casinha dessa, a venda, é de mais de 2 milhões) cheio de sorriso e graça. Claro, acordar todos os dias com esse visual, deve ser a coisa mais gostosa do mundo.
Estávamos eu e o Vini, um dos paulistas do meu grupo e eu resolvi tirar uma foto dentro de uma das casinhas, na janela. Escolhi uma laranja, minha cor favorita e munida de fotógrafo, câmera e coragem, pedi ao morador. Não era brasileiro, comum ali, era inglês, ainda bem. Me resolvi com ele, ele deixou com muito carinho eu tirar a minha foto e misturando o inglês e o espanhol, tentava parabenizar o Vini pelo casamento ''mui bela su wife''. Sem entender nada, o Vini ria e concordava. Depois, fui descobrir que ali é o primeiro destino de lua de mel no Brasil. É, se amar em Trancoso deve ser encontrar a essência do amor. Quem sabe um dia...
Em frente a igreja de São João, tem um marco, que segundo os nativos, se você der 3 voltas, arruma um marido bom. Dei umas 20, porque vocês sabem, a coisa não está fácil aqui.
As praias de Trancoso são diferentes das de Arraial, são mais bravas, mais perigosas... cheias de surfistas lindos e bronzeados.
A noite, parece que a coisa começou a funcionar, num show do Olodum, que eu jamais me veria indo e fui, por que quem tá na Bahia, meu rei, bom.... não pode fugir de ir a um show deles, é coisa de louco. E lá, eu conheci um espanhol que bom, fica um pra um outro texto.
Chegamos no hotel 5 da manhã e o porteiro, um querido e fofo, nos convidou para ver o sol nascer no mar. E uma baleia jubarte, famosa na região, resolveu fazer um show particular para a gente. Ali e de noite, quando vi a lua despontar no mar, descobri que nem tudo a gente pode fotografar, algumas imagens ficam só comigo.
Quinta-feira, mais do que nunca, a Bahia toda já respira Carnaval, em Arraial não era diferente, mas no La Morrocha, conseguimos fugir do axé e no o esquenta rolou no Beco das Cores, outro lugar incrível na Mucugê, com uma roda de samba deliciosa. Quero voltar !
Sexta fomos conhecer Coroa Vermelha, depois de Porto Seguro, chamada de Caribe da Bahia, aonde realmente se vê o marco aonde Cabral desceu e um monte de Oca de índios. Bem fofo. O mar quase não tem onda, uma beleza para quem tem criança, afinal, dá para ver os siris e os peixinhos na água cristalina, a criançada ama.
A noite, era hora de despedir das amigas paulistas, e o carnaval não parava de gritar : CHEGUEI !
A cidade começou a lotar, e no sábado de manhã, já era difícil ouvir português nas ruas, os espanhois e ingleses, dominam a cidade nessa época, só se ouve ''carnival'', ''samba'', ''caipirinha''. Fiz um bico de tradutora para um australiano e resolvi curtir minha última noite na Bahia, no hotel, quietinha, vendo o mar.
Um dia eu volto, Bahia, um dia eu volto...
Bem pertinho do meu hotel, essa placa. Não esqueço, não esqueça. Valeu Bahia.
Se você nunca foi a Bahia, vá. Antes de ir a Nova York, fazer compras, antes de ir a Londres dançar nos pubs modernetes e antes de ir a Paris passear com seu grande amor. Vá a Bahia.
Saí de casa pra ver o mar, depois de mil anos, para mim era como conhecer o mar de novo, um sonho de menina, tão bobo e fácil de ser realizado, que por causa do destino e da vida, para mim, era longe demais.
Cheguei muito cedo ao aeroporto e tudo ali era lindo, era vida, era gente bonita chegando e saindo, filas para tantos sonhos, tantos encontros de amor. Todo mundo era feliz ali.
Entrei no avião, um rivotril no bolso e quase quebrando a mão do meu pai. Escolhi ir na janela, porque vocês sabem, eu nunca corri do medo, apesar de estar sempre pronta para gritar fugindo dele.
O rivotril não foi necessário, eu gritei algumas vezes, nas curvas, que o avião estava caindo, mas nada que fizesse eles pedirem para eu me controlar. Só meu pai dava risada.
Da janela, entre as nuvens, o sol nascia. E no meio do meu medo, eu vi o mar, arctic monkeys tocava Cornerstone e eu chorava sem esforço. Sem ninguém ver, porque ninguém entenderia. Uma vitória, depois de tanto, de tudo, dos medos, dos eus.
Chegamos no aeroporto de Porto Seguro, pegamos um táxi e eu quis parar na praia.
Eram 7 da manhã na Bahia, o mar estava calmo e na minha cabeça, passava uma vida toda, quando a onda bateu em mim, foi um misto de alegria e dor, tipo estar apaixonada. Dessa vez não chorei, mas amava muito.
Chegamos a Arraial d'Ajuda e o hotel era lindo, uma mesona de café da manhã, uma baiana a disposição dos hospedes para fazer mil quitutes e coisas que em Minas não estamos acostumados. Provei tapioca, mungunzá, bolo de pão de banana. Mil delícias.
O primeiro dia foi tranquilo, na praia do Mucugê, apenas eu e os meus pais. A alegria da minha mãe era linda de ver, eu sabia que para ela estar ali também era uma vitória. A noite, conheci o pessoal do hotel e duas paulistas com quem fiz uma amizade bonita, foram minhas irmãs de verão. O segundo dia, fomos as 3, explorar Arraial. O centro é um lugar delicioso, cheio de lojinhas e bistrôs que parecem cidade de boneca, casinhas coloridas. Gente de todos os lugares do mundo. Muitas línguas, sotaques, risadas.
A rua do Mucugê, é um espetáculo a parte, a noite lá tem os bares mais charmosos da Bahia, sem sombra de dúvida. O pub La Morocha é ponto de encontro dos jovens, aonde eu e as meninas estivemos na quinta-feira, nosso quarto dia na Bahia.
A praia da Pitinga foi nossa escolhida para passar o terceiro dia, por ser mais perto de nosso hotel e ter um restaurante charmoso e lindo, cheio de redes, balanços e tocando Chico. Sim, era um sonho bom.
O mar gostoso, comida boa e drinks baratos. Acho que a Bahia é o paraíso. Na praia da Pitinga, é fácil ver as falésias descritas por Pero Vaz de Caminha, na carta a Portugal. Não é difícil descobrir porque os portugas acharam a beleza daqui semelhante a uma pintura.
| ao fundo, as falésias. |
A noite de Terça, na Terra que ninguém fica triste, fomos a um lual, cheio de gringos e suas obsessões por aprender a sambar e eu, que quase não sei , virei atração no meio deles, afinal, no sangue e no quadril, correm sangue latino.
A Quarta-feira para mim, foi um espetáculo a parte, depois de acordar cedinho, e comer feito uma grávida de trigêmeos e enfrentar uma hora e meia de viagem, ouvindo todas as varições da música do Cavalinho, descobrindo que o grupo de 8 paulistas que estavam com a gente, realmente sabia fazer rir, chegamos ao lugar mais bonito do mundo :
Trancoso.
Enquanto eu temia acordar e descobrir estar ainda na minha casa em BH, o guia mostrava as casas dos famosos, as delimitações da praia de nudismo e as barracas mais famosas.
Chegamos ao famoso Quadrado, uma espécie de rua, que foi a morada dos Padres das Missões Jesuítas no Brasil. Os padres sabiam escolher bem, o lugar, além de lindo, tem uma das melhores energias que já senti. E depois da Igreja, o mirante de São João Batista é uma visão de tirar os pés do chão. Até o cemitério do povoado, na beirada do mirante, é lindo. Ser enterrado ali, deve ser ficar com os dois pés, já no paraíso.
Estávamos eu e o Vini, um dos paulistas do meu grupo e eu resolvi tirar uma foto dentro de uma das casinhas, na janela. Escolhi uma laranja, minha cor favorita e munida de fotógrafo, câmera e coragem, pedi ao morador. Não era brasileiro, comum ali, era inglês, ainda bem. Me resolvi com ele, ele deixou com muito carinho eu tirar a minha foto e misturando o inglês e o espanhol, tentava parabenizar o Vini pelo casamento ''mui bela su wife''. Sem entender nada, o Vini ria e concordava. Depois, fui descobrir que ali é o primeiro destino de lua de mel no Brasil. É, se amar em Trancoso deve ser encontrar a essência do amor. Quem sabe um dia...
Em frente a igreja de São João, tem um marco, que segundo os nativos, se você der 3 voltas, arruma um marido bom. Dei umas 20, porque vocês sabem, a coisa não está fácil aqui.
As praias de Trancoso são diferentes das de Arraial, são mais bravas, mais perigosas... cheias de surfistas lindos e bronzeados.
A noite, parece que a coisa começou a funcionar, num show do Olodum, que eu jamais me veria indo e fui, por que quem tá na Bahia, meu rei, bom.... não pode fugir de ir a um show deles, é coisa de louco. E lá, eu conheci um espanhol que bom, fica um pra um outro texto.
Chegamos no hotel 5 da manhã e o porteiro, um querido e fofo, nos convidou para ver o sol nascer no mar. E uma baleia jubarte, famosa na região, resolveu fazer um show particular para a gente. Ali e de noite, quando vi a lua despontar no mar, descobri que nem tudo a gente pode fotografar, algumas imagens ficam só comigo.
Quinta-feira, mais do que nunca, a Bahia toda já respira Carnaval, em Arraial não era diferente, mas no La Morrocha, conseguimos fugir do axé e no o esquenta rolou no Beco das Cores, outro lugar incrível na Mucugê, com uma roda de samba deliciosa. Quero voltar !
Sexta fomos conhecer Coroa Vermelha, depois de Porto Seguro, chamada de Caribe da Bahia, aonde realmente se vê o marco aonde Cabral desceu e um monte de Oca de índios. Bem fofo. O mar quase não tem onda, uma beleza para quem tem criança, afinal, dá para ver os siris e os peixinhos na água cristalina, a criançada ama.
A noite, era hora de despedir das amigas paulistas, e o carnaval não parava de gritar : CHEGUEI !
A cidade começou a lotar, e no sábado de manhã, já era difícil ouvir português nas ruas, os espanhois e ingleses, dominam a cidade nessa época, só se ouve ''carnival'', ''samba'', ''caipirinha''. Fiz um bico de tradutora para um australiano e resolvi curtir minha última noite na Bahia, no hotel, quietinha, vendo o mar.
Um dia eu volto, Bahia, um dia eu volto...
Bem pertinho do meu hotel, essa placa. Não esqueço, não esqueça. Valeu Bahia.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Para Cida, com amor.
E hoje, depois de tudo, quase sem medo do mundo, quem sou eu ?
São 2 da manhã, em volta de mim, a correria de um aeroporto, algumas horas para eu realizar o meu primeiro grande sonho, que pra você, que me lê, pode parecer uma bobagem, mas me faz lembrar quem sou eu, na essência.
Nunca falei muito sobre o meio do ano passado, foram meses dos quais eu queria me esquecer. Mas hoje não quero mais, porque graças aquele fundo do poço, aqueles medos, eu sou mais eu hoje.
Parece um texto de auto-ajuda, mas não é.
O meu pai, é um cara íncrivel que ficava de mãos dadas comigo para me lembrar quem eu era, minha mãe, do jeito dela, segurou todas as minhas barras. Meus verdadeiros (e grandes) amigos, cada um do seu jeito, correram atrás de mim, quando eu queria fugir do mundo. Meu irmão, não é de sangue, mas é ligado de coração comigo e mesmo sem saber, correu pra me salvar, porque sentiu que eu precisava.
Eu descobri novos amigos, em gente que nem imaginava, eu ganhei a Carol, que me faz ter orgulho de mim, mesmo louquinha assim. Porém feliz.
Eu hoje, mais do que tudo, quero ser eu e tenho orgulho de TODOS os dias que me trouxeram até aqui.
Fique firme, nos momentos difíceis, ao lado dos seus, não se esqueça de quem você é.
2012 passou me ensinando muito, mas esfregando na minha cara, que apesar e acima de tudo, eu tenho o maior potencial do mundo pra ser feliz.
Valeu 2012.
Agora vou me renovar.
E vou torcendo para voltar cheia de histórias novas para vocês, cheia de fé e amor.
PS : Cida é a minha terapeuta, que toda quinta, tenta tirar um pouco de drama dessa alma e me fazer ver que a vida é linda quando a gente desencana de pirar. Valeu, Cidinha.
'' Meu coração tá sujo e areia, venha comigo dar um pulo no mar,
só pra ver se limpo essa sujeira e desencano de amar.
Quantos amores de verão caminham no verão?
(...)
O importante é que faz sol com ou sem você ''
(...)
O importante é que faz sol com ou sem você ''
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