terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rabiscos


Nunca fui recatada demais para fingir gostar de joguinhos, eu os detesto, aliás. Sempre fiz questão de mostrar se eu queria, quando eu queria e porque eu queria. Talvez por isso meu status solteira custe a mudar.
Dessa vez não vai ser diferente, nada vai mudar, é só mais uma dessas mini-paixões por alguém bonito demais que eu conheci em alguma noite cheia de bebida e risada. Agora eu sou assim.
Esse texto nem existe fora da minha cabeça.
É estranho escrever pro nada, gostar do nada, falar pro nada. É estranho querer você, seu nada e qualquer coisa que vier junto com isso.
Sorrisos raros, andar na minha frente, nenhuma mensagem, ligações são algo que nem imagino, ao mesmo tempo, o mais companheiro no momento difícil.
Marcado na pele, pra sempre, em tantas vidas, em outras vidas, na minha não. Ainda.
O meu orgulho, o teu medo, meus monstros interiores e minha necessidade de ser aceita em qualquer lugar.
Eu sem ser eu, como a quase 3 anos atrás, quando conheci o amor mais louco e conturbado da minha vida. Você não sabe, não sonha. Eu corro, ao lado, espero você tomar água e descansar. Te olho cuidando e você esnoba, de cima do pedestal da falsa modéstia. Você sabe.
Um milhão de mulheres, saiam daqui, é a minha vez.
Você não manda ninguém embora, você só me manda relaxar.
Eu odeio quando me mandam relaxar. Eu não sei relaxar, nunca aprendi.
Só te peço que de todas as conversas, você, caso me queira, não se esqueça que eu não costumo mais correr atrás de quem sabe aonde me encontrar.

Nenhuma revolução se ganha sozinho.
E eu nunca corri de lutar.

2 comentários:

  1. Gostei do blog, me identifiquei com os textos.
    Parabéns, você escreve muito bem

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    1. Ah, muito obrigada. Mesmo ! Esses comentários me fazem mais feliz, com toda certeza.

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Se você tem medo do amor, você tem coragem do quê ?