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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Para Cida, com amor.


E hoje, depois de tudo, quase sem medo do mundo, quem sou eu ?
São 2 da manhã, em volta de mim, a correria de um aeroporto, algumas horas para eu realizar o meu primeiro grande sonho, que pra você, que me lê, pode parecer uma bobagem, mas me faz lembrar quem sou eu, na essência.
Nunca falei muito sobre o meio do ano passado, foram meses dos quais eu queria me esquecer. Mas hoje não quero mais, porque graças aquele fundo do poço, aqueles medos, eu sou mais eu hoje.
Parece um texto de auto-ajuda, mas não é.
O meu pai, é um cara íncrivel que ficava de mãos dadas comigo para me lembrar quem eu era, minha mãe, do jeito dela, segurou todas as minhas barras. Meus verdadeiros (e grandes) amigos, cada um do seu jeito, correram atrás de mim, quando eu queria fugir do mundo. Meu irmão, não é de sangue, mas é ligado de coração comigo e mesmo sem saber, correu pra me salvar, porque sentiu que eu precisava.
Eu descobri novos amigos, em gente que nem imaginava, eu ganhei a Carol, que me faz ter orgulho de mim, mesmo louquinha assim. Porém feliz.
Eu hoje, mais do que tudo, quero ser eu e tenho orgulho de TODOS os dias que me trouxeram até aqui.
Fique firme, nos momentos difíceis, ao lado dos seus, não se esqueça de quem você é.
2012 passou me ensinando muito, mas esfregando na minha cara, que apesar e acima de tudo, eu tenho o maior potencial do mundo pra ser feliz.
Valeu 2012.

Agora vou me renovar.
E vou torcendo para voltar cheia de histórias novas para vocês, cheia de fé e amor.

 PS : Cida é a minha terapeuta, que toda quinta, tenta tirar um pouco de drama dessa alma e me fazer ver que a vida é linda quando a gente desencana de pirar. Valeu, Cidinha.



'' Meu coração tá sujo e areia, venha comigo dar um pulo no mar, 
só pra ver se limpo essa sujeira e desencano de amar.
Quantos amores de verão caminham no verão?
(...)
O importante é que faz sol com ou sem você ''

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rabiscos


Nunca fui recatada demais para fingir gostar de joguinhos, eu os detesto, aliás. Sempre fiz questão de mostrar se eu queria, quando eu queria e porque eu queria. Talvez por isso meu status solteira custe a mudar.
Dessa vez não vai ser diferente, nada vai mudar, é só mais uma dessas mini-paixões por alguém bonito demais que eu conheci em alguma noite cheia de bebida e risada. Agora eu sou assim.
Esse texto nem existe fora da minha cabeça.
É estranho escrever pro nada, gostar do nada, falar pro nada. É estranho querer você, seu nada e qualquer coisa que vier junto com isso.
Sorrisos raros, andar na minha frente, nenhuma mensagem, ligações são algo que nem imagino, ao mesmo tempo, o mais companheiro no momento difícil.
Marcado na pele, pra sempre, em tantas vidas, em outras vidas, na minha não. Ainda.
O meu orgulho, o teu medo, meus monstros interiores e minha necessidade de ser aceita em qualquer lugar.
Eu sem ser eu, como a quase 3 anos atrás, quando conheci o amor mais louco e conturbado da minha vida. Você não sabe, não sonha. Eu corro, ao lado, espero você tomar água e descansar. Te olho cuidando e você esnoba, de cima do pedestal da falsa modéstia. Você sabe.
Um milhão de mulheres, saiam daqui, é a minha vez.
Você não manda ninguém embora, você só me manda relaxar.
Eu odeio quando me mandam relaxar. Eu não sei relaxar, nunca aprendi.
Só te peço que de todas as conversas, você, caso me queira, não se esqueça que eu não costumo mais correr atrás de quem sabe aonde me encontrar.

Nenhuma revolução se ganha sozinho.
E eu nunca corri de lutar.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Você não


Ele é assim mesmo, você sabe, meio grosso, meio menino, pare de correr atrás.
Mais uma viagem juntos, trezentas e setenta e seis patadas em 4 dias, a bipolaridade sentimental é a dor mais cruel, mais real e mais humilhante. Hoje amor, amanhã desprezo, uma vida de esperança.
924 dias de orgulho ferido.
Ninguém entente, eu já não quero, não gosto, tenho quase nojo. O amor sumiu, eu mudei, não sinto mais nada, brinco, saio, bebo. Não me reconheço, não reconheço você. Não temos nada do casal incrível, dos email leves, das piadas. Você não e pronto.
Olho para você sorrindo, calado e te admiro, quase vejo em você aquele mesmo menino com medo dos sonhos que um dia me acordou para dizer que aquela era a melhor noite da sua vida.
Você abre a boca, pega um cigarro, olha uma  bunda que passa, eu quero sacudir você, lembrar você e me odeio, o tempo todo, por tudo, por nós, pelos milhares de textos, por esse blog, por todo mundo que sabe, pelas risadinhas quando citam seu nome na minha frente, pela minha auto-afirmação ''sou feliz, sou madura, te esqueci'' quando estamos perto.
Pelas mensagens de madrugada. Pelo ''eu te amo'' não dito na nossa última noite de amor.
O orgulho quando alguém sabia que tivemos uma história que hoje virei mais uma das que você ''pegou''.
Eu bonita chegando na mesa do bar, você do meu lado, me chamando para ouvir minha banda favorita. Minhas perguntas indiscretas e sua risada de confirmação sem querer dizer que eu era parar você a mesma coisa. Sua admiração por meninas discretas e eu falando alto, rindo, fazendo piadas, sendo a menina mais engraçada da nossa turma. Nossas viagens, eu acordando você para perguntar se queria um prato de jantar, você fechando a cara, eu com pena das meninas que te olhavam e viam em você um pretendente sem saber por tudo que passei nesses 924 dias.
Você não está convidada para minha vida.
Você não está convidada para o meu mundo.
Você não está convidada para minha casa.


O mundo acabou, a vida parou, a casa caiu.

Você murchou, eu floreci, todo mundo notou.
Agora, o meu menino do sorriso lindo, do beijo bom, só vem me visitar nos sonhos. O frio na barriga quando você tocava a campainha, nunca mais eu vou ter.
Em dois anos, nenhum cara me fez sentir o que eu senti por você, mas hoje, depois do seu ''você não'', depois do choro, depois da pena alheia. Pela primeira vez em quase três anos : Eu não quero você de jeito nenhum, nem pintado de ouro, de carro do ano, de amor perfeito, com buquê na mão.
Hoje você morreu e eu nem fui no velório.


O amor não está convidado para a festa e eu quero você fora.

Adeus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Eu adoro uma encrenca


Mulher adora uma encrenca.
Encontrei minha melhor amiga e de longe vi você, destacado no meio da multidão. Dois beijinhos no rosto e aquela constatação que todo mundo faz. Seguimos para o nosso destino.
Não teríamos outra oportunidade, era ali e pronto. Sem tchau nem bilhete.
Dei uma olhada em volta, pensei quanto tempo levaria para fugir, caso a menina do coração gigante tomasse conta de mim, de vez. E me sentei. Tudo começou, eu te olhava meio orgulhosa de te conhecer e meio com vergonha de estar ali, eu nunca tinha feito isso. Eu odiava quem fazia isso. E eu sabia que ia fazer.
E fui eu quem fiz, tomada pela maior quantidade de piriguetismo que já vivi, deixei clara minhas intenções. Consegui o que eu imaginava a tanto tempo. E gostei do que aconteceu : mais uma vez, eu conseguia o cara que eu queria, acima de qualquer situação.
Uma adolescente cheia de traumas quanto a sua aparência, quando se torna uma jovem bonita, é um grande perigo.
Eu fechava os olhos e via todas as minhas amigas gritando na minha cara : Não faça isso, vá embora, ainda dá tempo.
Mas não fui.
Claustrofobiquei umas 5 vezes, mas não deixei você notar, para você, eu sou só uma menina normal.
Mas ai, você estragou tudo, você ficou fofo, não era o que eu esperava. A gente ficou junto, de namoradinho, no meio de todo mundo. Eu não me aguentei.
Me trata mal, cara. Fala alguma besteira no meu ouvido.
Saímos no meio daquela multidão e você fez a única coisa que não podia ter feito, você me deu a mão. Pelo amor de Deus, você não sabe o que dar a mão e andar junto no claro significa pra mim.
Homens bonitos e interessantes mexem comigo. Minha carne é fraca.
Meia hora de insanidade foram suficientes para eu resolver o que eu iria fazer dali em diante. Em meio ao teu convite, o destino gritou SIM e eu me vi indo ao teu encontro mais uma vez.
Passei na casa de uma grande amiga, contei meu drama e ela me aconselhou : vive, isso não vai mudar nada entre eles. Eu fui.
Você veio lindo ao meu encontro, a cidade dormia e a gente ria engraçado no meu bairro favorito da cidade que você ia deixar dali dois dias. O porteiro foi fofo e eu me senti menos pior. Subimos.
Não foi nada parecido com ''Meu nome é Adriana e eu faço o que você quiser.''. Não tinha nada de surfistinha nesse dia. Era eu, mulher, decidida e a espécie mais odiada por todas as namoradas : a gostosinha fatal. Eu faria o que eu quisesse, sem pudores, sem limites, sem futuro.
'' Esse aqui é o meu quarto até quarta''
Eu avisei que não havia muito tempo e tudo começou, meus medos, um por um, me olhavam e incrédulos esperavam que a gente terminasse, sentados no pé da sua cama.
Roupas e pudores no chão, beijos nas costas, meia luz, melhor do que eu esperava. Mas ainda assim, eu me comparava a ela, que eu nem conheço. E me comparava a mim, que eu antes conhecia.
A luz foi acesa, a gente ficou um tempo conversando bobagens, como dois amigos que acabaram de fazer uma besteira. Eu juntei minhas roupas e fui embora.
Dei tchau pro porteiro fofo e você riu, dizendo que ele sabia o que a gente havia feito porque entrei arrumada e sai descabelada e feliz. Eu gostei que ele soubesse.
Soltei algumas das minhas frases bomba e você me confessou ali, quem você era, eu aceitando ou não.
A gente se despediu pra sempre e minha amiga, a única que não gritava para eu parar, quando a gente se beijava, me deu colo. Eu tinha crescido de vez.
Pela primeira vez na vida, não olhei para trás.
Alguns dias depois, você foi para o seu sonho e eu percebi que a gente nunca voltaria a se falar. E fiquei feliz com isso, mesmo que ainda me cutuque com um tal ciume, o teu sorriso feliz ao lado da sua dona, mas não te quero para mim.


Eu também sei ser má.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Falando pra ele

Antes de Ler o texto, eu recomento que você ouça :





Ouvi Cícero pela primeira vez no começo desse ano e logo também ouvi o CD novo da Mallu Magalhães e, veja você, eu nasci tão romântica que quando ouço uma música linda como essas, eu me sinto na obrigação de estar apaixonada, mas na época eu ficava com um rapaz legal do cursinho que não me fazia sentir muito coisa e o pouco que eu me esforçava para sentir acabou quando descobri que ele escrevia ''com migo'' e passei a sentar no lado oposto da sala. Engavetei Cícero e Mallu para um futuro e o ano passou com um mantra repetido todo dia ''não se apaixone''. Funcionou.
Até um amigo inventar um churrasco com piscinas de plástico, frases para tatuagem e pagodes da década de 90.
Eu nem reparei em você de cara, com outros olhos, eu te disse, não foi só tesão.
Os dias correndo e você ali sem saber de nada e me fazendo te procurar para papear sempre que entrava na internet. E a coisa começou a acontecer quando te peguei olhando com carinho pro noss, ops... pra mim.
Mas o click mesmo, a graça de tudo, foi quando fui te contando, quase sem perceber, com piada e leveza, mais uma das minhas neuras bizarras de meses atrás.

'' Fala pra ele o que nunca falou pra ninguém.''

Foi ai que pensei em te querer pra mim, pra sempre, pra enquanto o meu sempre durar.
E sem perguntar se eu preferia açucar ou adoçante ou se eu tinha alguma zona de conforto, você entrou.
Agora são 5 da manhã, Mallu canta no meu ouvido e você, mesmo de longe e dormindo, me olha e pede para eu ir com calma, te dar tempo, me dar paz, a coisa que eu menos sei fazer na vida. Você quer balão e eu sou foguete. Quando você olha, BUM, eu já subi.
 '' Fala pra ele que a vida é um balão e pra cuidar do teu coração...''

Entra de novo, ouve essa música, eu sou o teu balão.
- A Mallu concorda, o moreno que olha com carinho tem que ser você.-

Desculpa o caos, mas eu querer te dedicar Cícero e Mallu é demais para eu não me apaixonar.


'' E eu penso tanto em desistir, mas no final não da em nada...''