Páginas

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Você já foi a Bahia ?

Escrevo esse texto com músicas dos Novos Baianos ao fundo, um quentinho no coração e mil lembranças boas na cabeça.
Se você nunca foi a Bahia, vá. Antes de ir a Nova York, fazer compras, antes de ir a Londres dançar nos pubs modernetes e antes de ir a Paris passear com seu grande amor. Vá a Bahia.

Saí de casa pra ver o mar, depois de mil anos, para mim era como conhecer o mar de novo, um sonho de menina, tão bobo e fácil de ser realizado, que por causa do destino e da vida, para mim, era longe demais.
 Cheguei muito cedo ao aeroporto e tudo ali era lindo, era vida, era gente bonita chegando e saindo, filas  para tantos sonhos, tantos encontros de amor. Todo mundo era feliz ali.
 Entrei no avião, um rivotril no bolso e quase quebrando a mão do meu pai. Escolhi ir na janela, porque vocês sabem, eu nunca corri do medo, apesar de estar sempre pronta para gritar fugindo dele.
O rivotril não foi necessário, eu gritei algumas vezes, nas curvas, que o avião estava caindo, mas nada que fizesse eles pedirem para eu me controlar. Só meu pai dava risada.
Da janela, entre as nuvens, o sol nascia. E no meio do meu medo, eu vi o mar, arctic monkeys tocava Cornerstone e eu chorava sem esforço. Sem ninguém ver, porque ninguém entenderia. Uma vitória, depois de tanto, de tudo, dos medos, dos eus.
Chegamos no aeroporto de Porto Seguro, pegamos um táxi e eu quis parar na praia.
Eram 7 da manhã na Bahia, o mar estava calmo e na minha cabeça, passava uma vida toda, quando a onda bateu em mim, foi um misto de alegria e dor, tipo estar apaixonada. Dessa vez não chorei, mas amava muito.
Chegamos a Arraial d'Ajuda e o hotel era lindo, uma mesona de café da manhã, uma baiana a disposição dos hospedes para fazer mil quitutes e coisas que em Minas não estamos acostumados. Provei tapioca, mungunzá, bolo de pão de banana. Mil delícias.

O primeiro dia foi tranquilo, na praia do Mucugê, apenas eu e os meus pais. A alegria da minha mãe era linda de ver, eu sabia que para ela estar ali também era uma vitória. A noite, conheci o pessoal do hotel e duas paulistas com quem fiz uma amizade bonita, foram minhas irmãs de verão. O segundo dia, fomos as 3, explorar Arraial. O centro é um lugar delicioso, cheio de lojinhas e bistrôs que parecem cidade de boneca, casinhas coloridas. Gente de todos os lugares do mundo. Muitas línguas, sotaques, risadas.  

O mirante atrás da igreja é coisa de sonho, amarrei minhas fitinhas e fiz os pedidos. Não custa nada ter fé e ver coragem no amor.


A rua do Mucugê, é um espetáculo a parte, a noite lá tem os bares mais charmosos da Bahia, sem sombra de dúvida. O pub La Morocha é ponto de encontro dos jovens, aonde eu e as meninas estivemos na quinta-feira, nosso quarto dia na Bahia. 


A praia da Pitinga foi nossa escolhida para passar o terceiro dia, por ser mais perto de nosso hotel e ter um restaurante charmoso e lindo, cheio de redes, balanços e tocando Chico. Sim, era um sonho bom.
O mar gostoso, comida boa e drinks baratos. Acho que a Bahia é o paraíso. Na praia da Pitinga, é fácil ver as falésias descritas por Pero Vaz de Caminha, na carta a Portugal. Não é difícil descobrir porque os portugas acharam a beleza daqui semelhante a uma pintura.

ao fundo, as falésias.




A noite de Terça, na Terra que ninguém fica triste, fomos a um lual, cheio de gringos e suas obsessões por aprender a sambar e eu, que quase não sei , virei atração no meio deles, afinal, no sangue e no quadril, correm sangue latino.



 A Quarta-feira para mim, foi um espetáculo a parte,  depois de acordar cedinho, e comer feito uma grávida de trigêmeos e enfrentar uma hora e meia de viagem, ouvindo todas as varições da música do Cavalinho, descobrindo que o grupo de 8 paulistas que estavam com a gente, realmente sabia fazer rir, chegamos ao lugar mais bonito do mundo :
Trancoso.
Enquanto eu temia acordar e descobrir estar ainda na minha casa em BH, o guia mostrava as casas dos famosos, as delimitações da praia de nudismo e as barracas mais famosas.
Chegamos ao famoso Quadrado, uma espécie de rua, que foi a morada dos Padres das Missões Jesuítas no Brasil. Os padres sabiam escolher bem, o lugar, além de lindo, tem uma das melhores energias que já senti. E depois da Igreja, o mirante de São João Batista é uma visão de tirar os pés do chão. Até o cemitério do povoado, na beirada do mirante, é lindo. Ser enterrado ali, deve ser ficar com os dois pés, já no paraíso.


Cada casinha, cada bistrô, tem um morador ou alguém com dinheiro o suficiente para se manter ali (o preço de cada casinha dessa, a venda, é de mais de 2 milhões) cheio de sorriso e graça. Claro, acordar todos os dias com esse visual, deve ser a coisa mais gostosa do mundo.




Estávamos eu e o Vini, um dos paulistas do meu grupo e eu resolvi tirar uma foto dentro de uma das casinhas, na janela. Escolhi uma laranja, minha cor favorita e munida de fotógrafo, câmera e coragem, pedi ao morador. Não era brasileiro, comum ali, era inglês, ainda bem. Me resolvi com ele, ele deixou com muito carinho eu tirar a minha foto e misturando o inglês e o espanhol, tentava parabenizar o Vini pelo casamento  ''mui bela su wife''. Sem entender nada, o Vini ria e concordava. Depois, fui descobrir que ali é o primeiro destino de lua de mel no Brasil. É, se amar em Trancoso deve ser encontrar a essência do amor. Quem sabe um dia...
Em frente a igreja de São João, tem um marco, que segundo os nativos, se você der 3 voltas, arruma um marido bom. Dei umas 20, porque vocês sabem, a coisa não está fácil aqui.
As praias de Trancoso são diferentes das de Arraial, são mais bravas, mais perigosas... cheias de surfistas lindos e bronzeados.




A noite, parece que a coisa começou a funcionar, num show do Olodum, que eu jamais me veria indo e fui, por que quem tá na Bahia, meu rei, bom.... não pode fugir de ir a um show deles, é coisa de louco. E lá, eu conheci um espanhol que bom, fica um pra um outro texto.

Chegamos no hotel 5 da manhã e o porteiro, um querido e fofo, nos convidou para ver o sol nascer no mar. E uma baleia jubarte, famosa na região, resolveu fazer um show particular para a gente. Ali e de noite, quando vi a lua despontar no mar, descobri que nem tudo a gente pode fotografar, algumas imagens ficam só comigo.


Quinta-feira, mais do que nunca, a Bahia toda já respira Carnaval, em Arraial não era diferente, mas no La Morrocha, conseguimos fugir do axé e no o esquenta rolou no Beco das Cores, outro lugar incrível na Mucugê, com uma roda de samba deliciosa. Quero voltar !

Sexta fomos conhecer Coroa Vermelha, depois de Porto Seguro, chamada de Caribe da Bahia, aonde realmente se vê o marco aonde Cabral desceu e um monte de Oca de índios. Bem fofo. O mar quase não tem onda, uma beleza para quem tem criança, afinal, dá para ver os siris e os peixinhos na água cristalina, a criançada ama.

A noite, era hora de despedir das amigas paulistas, e o carnaval não parava de gritar : CHEGUEI !
A cidade começou a lotar, e no sábado de manhã, já era difícil ouvir português nas ruas, os espanhois e ingleses, dominam a cidade nessa época, só se ouve ''carnival'', ''samba'', ''caipirinha''. Fiz um bico de tradutora para um australiano e resolvi curtir minha última noite na Bahia, no hotel, quietinha, vendo o mar.
Um dia eu volto, Bahia, um dia eu volto...
Bem pertinho do meu hotel, essa placa. Não esqueço, não esqueça. Valeu Bahia.




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Para Cida, com amor.


E hoje, depois de tudo, quase sem medo do mundo, quem sou eu ?
São 2 da manhã, em volta de mim, a correria de um aeroporto, algumas horas para eu realizar o meu primeiro grande sonho, que pra você, que me lê, pode parecer uma bobagem, mas me faz lembrar quem sou eu, na essência.
Nunca falei muito sobre o meio do ano passado, foram meses dos quais eu queria me esquecer. Mas hoje não quero mais, porque graças aquele fundo do poço, aqueles medos, eu sou mais eu hoje.
Parece um texto de auto-ajuda, mas não é.
O meu pai, é um cara íncrivel que ficava de mãos dadas comigo para me lembrar quem eu era, minha mãe, do jeito dela, segurou todas as minhas barras. Meus verdadeiros (e grandes) amigos, cada um do seu jeito, correram atrás de mim, quando eu queria fugir do mundo. Meu irmão, não é de sangue, mas é ligado de coração comigo e mesmo sem saber, correu pra me salvar, porque sentiu que eu precisava.
Eu descobri novos amigos, em gente que nem imaginava, eu ganhei a Carol, que me faz ter orgulho de mim, mesmo louquinha assim. Porém feliz.
Eu hoje, mais do que tudo, quero ser eu e tenho orgulho de TODOS os dias que me trouxeram até aqui.
Fique firme, nos momentos difíceis, ao lado dos seus, não se esqueça de quem você é.
2012 passou me ensinando muito, mas esfregando na minha cara, que apesar e acima de tudo, eu tenho o maior potencial do mundo pra ser feliz.
Valeu 2012.

Agora vou me renovar.
E vou torcendo para voltar cheia de histórias novas para vocês, cheia de fé e amor.

 PS : Cida é a minha terapeuta, que toda quinta, tenta tirar um pouco de drama dessa alma e me fazer ver que a vida é linda quando a gente desencana de pirar. Valeu, Cidinha.



'' Meu coração tá sujo e areia, venha comigo dar um pulo no mar, 
só pra ver se limpo essa sujeira e desencano de amar.
Quantos amores de verão caminham no verão?
(...)
O importante é que faz sol com ou sem você ''

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rabiscos


Nunca fui recatada demais para fingir gostar de joguinhos, eu os detesto, aliás. Sempre fiz questão de mostrar se eu queria, quando eu queria e porque eu queria. Talvez por isso meu status solteira custe a mudar.
Dessa vez não vai ser diferente, nada vai mudar, é só mais uma dessas mini-paixões por alguém bonito demais que eu conheci em alguma noite cheia de bebida e risada. Agora eu sou assim.
Esse texto nem existe fora da minha cabeça.
É estranho escrever pro nada, gostar do nada, falar pro nada. É estranho querer você, seu nada e qualquer coisa que vier junto com isso.
Sorrisos raros, andar na minha frente, nenhuma mensagem, ligações são algo que nem imagino, ao mesmo tempo, o mais companheiro no momento difícil.
Marcado na pele, pra sempre, em tantas vidas, em outras vidas, na minha não. Ainda.
O meu orgulho, o teu medo, meus monstros interiores e minha necessidade de ser aceita em qualquer lugar.
Eu sem ser eu, como a quase 3 anos atrás, quando conheci o amor mais louco e conturbado da minha vida. Você não sabe, não sonha. Eu corro, ao lado, espero você tomar água e descansar. Te olho cuidando e você esnoba, de cima do pedestal da falsa modéstia. Você sabe.
Um milhão de mulheres, saiam daqui, é a minha vez.
Você não manda ninguém embora, você só me manda relaxar.
Eu odeio quando me mandam relaxar. Eu não sei relaxar, nunca aprendi.
Só te peço que de todas as conversas, você, caso me queira, não se esqueça que eu não costumo mais correr atrás de quem sabe aonde me encontrar.

Nenhuma revolução se ganha sozinho.
E eu nunca corri de lutar.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Você não


Ele é assim mesmo, você sabe, meio grosso, meio menino, pare de correr atrás.
Mais uma viagem juntos, trezentas e setenta e seis patadas em 4 dias, a bipolaridade sentimental é a dor mais cruel, mais real e mais humilhante. Hoje amor, amanhã desprezo, uma vida de esperança.
924 dias de orgulho ferido.
Ninguém entente, eu já não quero, não gosto, tenho quase nojo. O amor sumiu, eu mudei, não sinto mais nada, brinco, saio, bebo. Não me reconheço, não reconheço você. Não temos nada do casal incrível, dos email leves, das piadas. Você não e pronto.
Olho para você sorrindo, calado e te admiro, quase vejo em você aquele mesmo menino com medo dos sonhos que um dia me acordou para dizer que aquela era a melhor noite da sua vida.
Você abre a boca, pega um cigarro, olha uma  bunda que passa, eu quero sacudir você, lembrar você e me odeio, o tempo todo, por tudo, por nós, pelos milhares de textos, por esse blog, por todo mundo que sabe, pelas risadinhas quando citam seu nome na minha frente, pela minha auto-afirmação ''sou feliz, sou madura, te esqueci'' quando estamos perto.
Pelas mensagens de madrugada. Pelo ''eu te amo'' não dito na nossa última noite de amor.
O orgulho quando alguém sabia que tivemos uma história que hoje virei mais uma das que você ''pegou''.
Eu bonita chegando na mesa do bar, você do meu lado, me chamando para ouvir minha banda favorita. Minhas perguntas indiscretas e sua risada de confirmação sem querer dizer que eu era parar você a mesma coisa. Sua admiração por meninas discretas e eu falando alto, rindo, fazendo piadas, sendo a menina mais engraçada da nossa turma. Nossas viagens, eu acordando você para perguntar se queria um prato de jantar, você fechando a cara, eu com pena das meninas que te olhavam e viam em você um pretendente sem saber por tudo que passei nesses 924 dias.
Você não está convidada para minha vida.
Você não está convidada para o meu mundo.
Você não está convidada para minha casa.


O mundo acabou, a vida parou, a casa caiu.

Você murchou, eu floreci, todo mundo notou.
Agora, o meu menino do sorriso lindo, do beijo bom, só vem me visitar nos sonhos. O frio na barriga quando você tocava a campainha, nunca mais eu vou ter.
Em dois anos, nenhum cara me fez sentir o que eu senti por você, mas hoje, depois do seu ''você não'', depois do choro, depois da pena alheia. Pela primeira vez em quase três anos : Eu não quero você de jeito nenhum, nem pintado de ouro, de carro do ano, de amor perfeito, com buquê na mão.
Hoje você morreu e eu nem fui no velório.


O amor não está convidado para a festa e eu quero você fora.

Adeus.