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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Do teu lado eu não saio

Minha querida melhor amiga, venho por meio deste local aonde você me encoraja sempre a colocar tudo que sinto, sob qualquer condição pra te dizer algumas coisas, nesse dia tão importante.
Engraçado me lembrar quantos anos estás fazendo hoje, afinal, mesmo com o rosto angelical, tua maturidade me faz pensar que és passageira do bonde da vida a mais tempo, parabéns, não só pelo dia, mas por ser quem você é.
Nós conhecemos a uns 3 anos não é ? Já passamos muita coisa juntas e meu carinho por você foi imediato, sei que o teu também, afinal, mesmo que fiquemos um tempo longe ou façamos outras amizades, melhor amiga é para sempre. E eu sempre vou amar as minhas duas com a força de cada batida do coração.
Anna Paula, parabéns por ser essa grande mulher, aonde eu procuro sanidade quando a mesma me falta, quem dá apoio as minhas loucuras me lembrando que só vale a pena que eu esteja feliz.
Que você não perca sua essência nunca, afinal é ela que te faz amanhecer brilhando mais forte a cada manhã.
Lembre-se, quando precisar, que eu deixarei tudo, pra te resgatar de volta pro meu mundo, se for necessário e que eu sempre estarei do teu lado.
Feliz Aniversário, não preciso desejar as coisas clichês que todos desejam, afinal, você sabe que eu só quero o teu melhor.
Lembra também que " admiro o que há de lindo e o que há de ser você."


Um beijo do tamanho do teu coração, eu sei que é bem grande.
Eu te amo !


Para ler ouvindo : Menina do Balaio - O Teatro Mágico

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Duas praças, nós dois.

O ano é novo, a paixão é velha e o coração continua o mesmo João Bobo de sempre quando o assunto é você. Vi você longe, mesmo cara-a-cara comigo, ali quando pela milésima vez meu coração se rendeu ao nocaute e eu prometia mentalmente a todos os rostos desconhecidos daquela praça que haviam acabado as chances que eu te dava mesmo sem você pedir ou querer. Fácil não foi, afinal você e fácil são antônimos desde sempre. Meus dois amigos íntimos que ali estavam, me abraçavam como se quisessem me lembrar que eu sairia viva daquela situação. E eu saí. Resolvi que com o ano que terminava, deixaria ir embora também as lembranças e a saudade que eu ainda alimentava por você. Os dias iam passando, você passava também. Até que num dia que talvez fosse o seu dia de sorte, você resolveu voltar atrás, com teu jeito de pedir desculpas sem pedir e meu jeito de aceitar, deixando claro pra você que sim, eu sou mais tua que a normalidade é capaz de descrever.
Propus uma visita, qualquer desculpa como "um beijo de boas festas". Antes de vir me dar o prazer de ter prazer comigo, você quis saber se não estaríamos mais uma vez batendo na tecla viciada das histórias sem futuro e prestes a começar tudo de novo, afirmei que não, pra me fazer lembrar também. Então você se rendeu, afinal somos os dois livres e afim de algo que conquistamos intimidade suficiente para fazer sem precisar de maiores enrolações.
O ano em que a gente se conheceu, acabou e é ano novo agora, talvez o coração arranje algo novo para querer também. Engano.
Pois nos vimos lado a lado de novo, sai de onde estávamos e um cara que estava me olhando no bar, saiu logo atrás de mim e foi chegando perto, o que o cara não sabia é que as chances deu olhar pra ele ou pra qualquer outro cara que ali estivesse haviam sido extintas quando você pensou em sair de casa pra ir pra aquele bar. Do outro lado da rua, você vinha ao meu encontro e compartilhavamos um sorriso de crianças fazendo arte mais uma vez. Depois de 5 minutos de conversa, beijei você e ficamos ali abraçados, contando segredos e matando saudades. Vivendo de agora, ainda só pelo fim daquela noite, eu estava no posto que mais me agradava ocupar : eu era de novo a sua garota, mesmo sabendo que o dia seguinte chegaria levando embora meu doce cargo. Nunca quis tanto que uma noite demorasse a acabar.


Para Ler ouvindo : Eu, você e a praça - Zeca Baleiro

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Disfarça e chora.

Continuei com minha tristeza, que não era mais um tipo de tristeza em pé, pois eu já pensava em tombar. Era mais um tipo de tristeza empurrada com a barriga, da qual eu as vezes fugia, inventando as desculpas de sempre, mas com a qual eu sempre me encontrava no fim da noite ou em uma situação que não podia maquiar.
Meu amigo me perguntou se podia fazer algo por mim, respondi que não, ninguém podia, só a única pessoa que talvez não conseguisse fazer nada : eu.
Correr não resolve, tombar me desespera e maquiar já não faz sentido.
Enxergar que a única pessoa capaz de acabar com tudo isso, sou eu mesma me da medo, pois meus pais já não podem fazer nada e meus amigos não podem sofrer por mim.
Tenho andado com nojo de gente que é feliz demais, e não pense você que é inveja não, mas resolvi que gente muito feliz é alienada, me chame de recalcada, se assim se sentir melhor.
Rotina são as 6 letras que me desesperam, trazendo consigo, toda semana a obrigação de ser feliz e descolada e relaxar, quando não dá pra fazer nada disso.
Cansada de ser boazinha, sempre desejar boa viagem e nunca ver a minha vez chegar, só por ser diferente demais, resolvi que no ano novo, não vou pedir nada.
Ainda que meu nada esteja repleto de superexigências.
Não queria que isso soasse como uma carta de depressão, em que conto como sofro e como espero que alguém tire isso de mim. É comigo.
Eu só queria dormir e deixar todos com suas festas, viagens e verões, sem espelhos nenhum pra comparar eles comigo.
Cada alma, carrega sozinha o preço de se sustentar e se fazer feliz, eu busquei alguém pra ser meu tripé instável, nunca encontrei, e quando vi que esse tripé só existia dentro de mim, fiquei assim.
A pior de todas as certezas, é saber que a única pessoa que coloca freio em tudo, é você , pois a felicidade só faz o papel dela, pronta pra ser desfrutada;
Combinei com ela, que no ano novo, não ficasse se esfregando tanto nos meus olhos, mostrando que ela podia ser toda minha e a única coisa que priva de sermos unidas para sempre, é que meu casamento com o medo, ainda não acabou.
Ainda peço a você, não me rotule, eu sou só uma menina boba que não aprendeu a crescer, faço minhas piadas pra que o mundo acredite, e no fundo consigo até suportar, mas por favor, no meu primeiro gesto mais simples de liberdade, acredite em mim também.
Cartola continua me dizendo para disfarçar, eu continuo caminhando.


" Chora, disfarça e chora
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora..."

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

De qualquer maneira, é amor.

" Lagarta que aprende e muda, um dia pelos ares voa."
( Camila Paier )

Ouvi uma história sobre borboletas que se encontraram. E pensei em começar contando pra vocês com ''era uma vez...'' mas resolvi que isso era irreal demais para começar uma história que deveria ser o máximo de realidade que a beleza poderia encontrar. Era amor.
Uma borboleta, sozinha , ainda assim, era linda, mas ao encontrar a outra, virava vida e florecia com toda felicidade, como se tivesse acabado de sair do casulo.
A outra borboleta, apesar de linda, ainda não entendia que as diferenças é que faziam das duas, inesquecíveis e saiu voando. Fugiu pro mais longe que poderia chegar.
A outra borboleta, acreditava, era amor, ela sabia. Quanto mais longe uma ia mais amor a outra sentia e assim, a borboleta que acreditava começava a pensar que poderia ter feito algo errado, mas o universo lhe respondia que acreditar não era erro de ninguém, acreditar é só começar a acertar.
Ela não teria medo de sofrer, se jogar e fazer a outra borboleta feliz, e um dia, ia descobrir que o simples fato de saber que qualquer maneira de amor vale amar, faria dela alguém que estava acima de qualquer julgamento de quem não aceita o amor dos outros por não ter amor e coloca defeitos. A
borboleta enfim achou no mundo o jardim para todas as suas esperanças, sonhos e desejos, a borboleta aprendeu a aceitar seu coração.

Para ler ouvindo : No Surprises - RadioHead

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Saudade e Coragem, tão próximas.


Saudade com coragem quer dizer que mesmo sentindo falta de todos os momentos, carinhos e esperanças, você ainda assim é firme e continua na decisão de que dessa vez não.
Já tentaram uma, duas, dez vezes. Os opostos se atraem, mas não duram.
Saudade do carinho, mesmo que ele não tenha existido. Coragem para se lembrar que mesmo demorando saudade também passa. E ritmo de saudade não é junto, pois saudade a dois, não é saudade é distância.
Saudade da esperança em acreditar que daquela vez, oposto ia ser disposto e se fundiriam.
Duas almas opostas, com uma mesma vontade : saciar a saudade que se abranda todos os dias. E desespera. Porque saudade branda não é mais saudade é lembrança.
Saudade do sexo, pois sexo é parte do amor, mesmo que seja só sexo, sem amor nenhum.
Ser firme na coragem de não implorar pois implorar não combina com saudade e sim com falta de amor. E nenhum amor que já acabou merece o carimbo de falta de nada, mesmo que tenha sido amor só pra uma das partes.
Coragem é se ver longe, não lembrada, vazia e mesmo assim, saber que se o amor existisse entre aqueles dois opostos, eles estariam vivendo, não longe, tentando a todo custo provar que não foi nada.
Saudade dói, invade, some, volta. Mas é saudade. E mesmo sem nenhuma tradução em dicionários humanos, quem gosta, ama ou sofre, sabe bem que saudade quer dizer coragem de continuar mesmo sabendo que muitas vezes sentir saudade é só a maneira do coração dizer que não esquece, contrariando a cabeça que pede por isso o tempo todo.
Continue firme, penso eu, pois pior que sentir saudade sozinho de algo que se viveu também só, é continuar a insistir e ver todos os momentos de que se antes tinha saudades, destuidos pouco a pouco por opostos que não deram certo.
E se saudade invade, saudade também faz lembrar que se viveu. E saudade, pode acreditar, mesmo que só e quando se acha que só você se lembra, vale a pena.