"A vida começa todos os dias."
É bem verdade, Veríssimo.
Na verdade, eu sempre nadei num mar aberto de esperança, principalmente quando o assunto era o amor, e principalmente por isso, meus km rodados chorando sejam tantos.
2011 não foi nem de longe o melhor ano da minha vida. E não tenho vergonha em dizer isso. Porém, mesmo achando que pra pessoas como eu - esperançosas além da conta - acreditar nem sempre seja uma boa maneira de começar um ano, eu desafio as lágrimas do ano que passou e digo : eu acredito.
Me lembro de ter começado o ano passado pedindo para acreditar e confiar mais em mim, acho que fui atendida. Afinal, de todas as pessoas que conheci em 2011, a que eu mais gostei fui eu mesma.
Não me despeço de 2011 magoada com ninguém. Afinal, eu sei que querer nem sempre é poder gostar.
Ainda assim, peço desculpas a todos aqueles que quiseram me magoar e ofender, afinal, quando um ''presente'' não é aceito, ele fica com quem enviou. Sendo assim, obrigada também aqueles que não aceitaram o meu amor.
Acima de todos os clichês de ano novo, que ao menos uma coisa mude pra melhor, dentro de cada um de nós.
Abro mão de pedir até um amor, coisa que era o item número um das minhas listas. Se eu não deixar de acreditar nele nos próximos 365 dias, mesmo com tantos tombos da vida, já me dou por satisfeita.
PS : ás vezes recebo uns recadinhos no meu formspring e emails no amigadeclarice@gmail.com de queridos que sentem falta deu indicar uma música para ouvir enquanto lê o texto novo.
Então, ai vai uma música que usei pra escrever dois texto por aqui, de um cantor lindo, talentoso e além de tudo muito simpático que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente em 2010.
" You love to save your love for love...spend more time loving."
Story of a Man - Tiago Iorc
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
Estação : eu. Última parada.
Você não tem medo de me perder ? Não tem medo que eu levante e vá embora para o canto mais escuro de solidão, achando que é melhor assim ?
Seus olhos não enchem de água ao me imaginar sorrindo nos braços de outro ?
Sua confiança é tão grande que faz você correr o risco de nunca mais me ver, numa dessas brigas que mostram o que nos tornamos, nada parecido com o que fomos ?
Será que se eu for embora, você luta contra o mundo pela gente de novo ?
Será que o mundo está certo ao me direcionar olhares tão piedosos ao mencionar teu nome com lágrimas nos olhos ?
Será mesmo que a última esperança de amor, acaba aqui ?
O que não é resolvido em um mês, não é resolvido em um dia.
Sem conversas, só distância, lágrimas, suposições, silêncios....
Medo.
Parece que as coisas boas vão ficando pra trás tão rápido. O quentinho no peito. A certeza de futuro.
Eu nunca senti assim. Eu nunca perdi assim.
Estou acostumada a ser estação, o ponto de partida, o adeus penoso, a lavada na alma, o colo pra onde se corre. Mas quando é que vou ser só o colo da onde não se quer fugir ?
Estou acostumada a ser estação, o ponto de partida, o adeus penoso, a lavada na alma, o colo pra onde se corre. Mas quando é que vou ser só o colo da onde não se quer fugir ?
domingo, 13 de novembro de 2011
Hello Stranger.
Ontem, enquanto nossos corpos suavam juntos, e eu sentia seu peito quente em cima de mim, foi a maior sensação de amor da minha vida. Eu me senti mulher, mas era ainda, sua menina.
Ainda balança em mim o medo de te perder e hoje, enquanto eu passava o tempo sem você, tentando ocupar minha cabeça para não pensar só no nosso amor, eu achei Closer - Perto Demais, num canal da TV.
Chorei.
E chorei ainda mais quando veio aquela frase '' I don't love you Anymore '' meu coração ficou tão pequenininho que eu pensei que ia ter que levantar correndo e ir me esconder na cama dos meus pais, porque é isso que eu sempre faço quando o medo aperta e o coração dói além do que eu achava que entendia.
De repente, lembranças de ontem de noite, você me dizendo que aquele era o melhor momento da sua vida.
A promessa de repetir isso todos os dias, estampada nos nossos olhos misturando amor e tesão.
E você me dizendo que é por nós. Minha vontade de te abraçar e não soltar nem daqui 50 anos.
Seu cheiro, seu gosto. Meu medo de ficar longe de você por um dia, de não ser mais a sua garota.
I can't my mind of you.
Eu nunca conseguirei.
Tem aquela cena também que a Alice pergunta porque o Dan ama Anna e ele responde :
- Porque ela não precisa de mim.
A cartada final. Ainda que o choro fosse inevitável, com isso ele iria cair. Precisar não é minha meta, não é meu desejo, mas ainda assim, saber que você existe me dá a maior paz do mundo.
Por que o amor não é o suficiente ?
Eu gostaria de viver minha vida ao seu lado e que nosso amor fosse suficiente para ultrapassar qualquer barreira (eu sei, confio em você.) e que ao me olhar você não enxergasse o poço de seus medos e meus passados ou futuros que não quero viver. Me olhe e veja a sua mulher, a mesma que você viu ontem, deitada, inteira, nos teus braços e completamente e inquestionavelmente apaixonada por você.
Ainda que muitas vezes meus dengos ou medos ou vergonhas não me deixem mostrar : é do teu lado que me sinto segura, é você que eu quero amar.
Quanto ao filme, um ano atrás, eu o vi outra vez, pensando que o amor, como é pra ser, não existe mesmo (eu sei, Tati BERNARDI disse isso.) Mas dessa vez, meu namorado, meu futuro é você e é em você que eu confio para contrariar todos os preconceitos do mundo : O amor, como deveria ser, existe sim. O meu é você.
Não quero te fazer sentir dor nunca, mas quero que você saiba, que se isso acontecer, eu também amo em você, tudo o que dói.
Durma medo nosso.
Estou aqui, pra sempre.
Tua Menina.
Ao destino, deixo de aviso : Eu não sou mais a Alice.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
I really miss this.
Escrevo este texto manchando o caderninho roxo, que poucas pessoas sabem que tenho, da onde saem todos os meus textos e onde escrevo coisas que não podem ser publicadas em lugar nenhum.( talvez esse texto seja uma dessas coisas, mas me arrisco para que chegue até você, como uma tentativa de deixar tudo como antes)
As manchas, são as lágrimas de menina boba, que lembra da vida ao teu lado, uns meses atrás.
Não que você tenha me decepcionado ou coisa assim. Acontece que eu li sua primeira carta, e me perguntei se para você as coisas ainda são iguais.
Me chamou à atenção, e as lágrimas, o trecho assim :
'' Nunca me senti tão sem rumo e com tanta vontade de viver. E não poderia ser de outro jeito (...) cada fato que remeta a sua existência, me faz ver sentido na MINHA existência.''
Pois bem, agora você deve estar se perguntando porque choro, afinal estamos juntos e vivemos bem.
Mas algo em mim se desespera e eu te digo:
Choro porque não sei se tenho a mesma certeza de que eu, para você, era a mais bela pintura do mundo. Choro porque acabou o mistério e meu mistério te traiu, me revelando normal e não a princesa que você supunha. Choro porque tenho medo de te perder, como já perdi tanta gente menos importante e quase não suportei, com você, tão saído dos meus desejos e sonhos, sei que não vou suportar.
Choro, ainda, porque por mais que você me esqueça, para mim ainda vai ser ''Enquanto eu respirar...''
Choro também porque você foi o único que ficou mais de um mês sem medo e minha personalidade trás o medo para perto o tempo todo. Choro porque não sei se você ainda me acha a pessoa mais humana dentre as outras que você conhece. Choro porque tenho pavor do ''eu também''.
Peço perdão desde já, pela loucura e por sentir falta do seu amor transbordando em todos os lugares onde eu olhava.
Sinto falta das tuas saudades intensas e do jeito de dizer que no hoje, somos para sempre.
Peço perdão também, pela insegurança e te peço para que não ache que estou insatisfeita ou coisa assim. Perdão por precisar ver você estampar na sua vida, que sou eu a sua mulher.
Imploro para que não esqueça o que somos, como chegamos e a magia que envolveu aquele 18/06.
É que eu te amo mais que podia esperar amar alguém.
'' Meu amor companheiro, intensa paz.''
As manchas, são as lágrimas de menina boba, que lembra da vida ao teu lado, uns meses atrás.
Não que você tenha me decepcionado ou coisa assim. Acontece que eu li sua primeira carta, e me perguntei se para você as coisas ainda são iguais.
Me chamou à atenção, e as lágrimas, o trecho assim :
'' Nunca me senti tão sem rumo e com tanta vontade de viver. E não poderia ser de outro jeito (...) cada fato que remeta a sua existência, me faz ver sentido na MINHA existência.''
Pois bem, agora você deve estar se perguntando porque choro, afinal estamos juntos e vivemos bem.
Mas algo em mim se desespera e eu te digo:
Choro porque não sei se tenho a mesma certeza de que eu, para você, era a mais bela pintura do mundo. Choro porque acabou o mistério e meu mistério te traiu, me revelando normal e não a princesa que você supunha. Choro porque tenho medo de te perder, como já perdi tanta gente menos importante e quase não suportei, com você, tão saído dos meus desejos e sonhos, sei que não vou suportar.
Choro, ainda, porque por mais que você me esqueça, para mim ainda vai ser ''Enquanto eu respirar...''
Choro também porque você foi o único que ficou mais de um mês sem medo e minha personalidade trás o medo para perto o tempo todo. Choro porque não sei se você ainda me acha a pessoa mais humana dentre as outras que você conhece. Choro porque tenho pavor do ''eu também''.
Peço perdão desde já, pela loucura e por sentir falta do seu amor transbordando em todos os lugares onde eu olhava.
Sinto falta das tuas saudades intensas e do jeito de dizer que no hoje, somos para sempre.
Peço perdão também, pela insegurança e te peço para que não ache que estou insatisfeita ou coisa assim. Perdão por precisar ver você estampar na sua vida, que sou eu a sua mulher.
Imploro para que não esqueça o que somos, como chegamos e a magia que envolveu aquele 18/06.
É que eu te amo mais que podia esperar amar alguém.
'' Meu amor companheiro, intensa paz.''
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Eu não paro de crescer.
Saindo de uma boa aula de ioga, bem relaxada, encontro o diretor de um colégio que estudei e ele, sem a menor cerimônia, me pergunta :
- Menina, você não para de crescer ?
Bom, levando em conta que desde os meus, sei lá, 8 anos eu ouço perguntas do tipo '' Quantos metros você tem ?'', eu já devia estar acostumada com a falta de noção de gente que acha normal fazer perguntas bizarras. Ser alta, acima da média das meninas de minha idade, me fez ouvir muitas coisas e eu sempre pensava se as meninas gordinhas, ou as baixinhas, escutavam coisas como '' você não para de engordar '' ou '' quando você vai começar a crescer ''.
Cheguei a conclusão que não, pois ser alta, na cabeça dos outros, era um privilégio concedido à mim. Na pré-adolescência todo mundo é meio esquisito, mas nem por isso minhas neuras eram menores. Eu era muito maior que as outras meninas, e ninguém me deixava esquecer isso. Minha mãe, apaixonada por vólei, resolveu aproveitar minha altura e o fato deu ser canhota e me matriculou numa boa escolinha. O alvoroço foi imenso, o professor se encantou comigo e tratou logo de me colocar numa turma avançada. Mesmo sem ter o menor jeito com a bola, inclusive, morria de medo de levar uma bolada forte, como via várias vezes acontecer com as outras meninas, eu fugia dos jogos. Permaneci 4 anos na escolinha, mesmo assim, até mudar de bairro e de colégio, iniciando uma época traumática. Os apelidos que eu já ouvia desde muito antes, com menor frequência e usados mais para me provocar do que para ofender, usados agora para fazer do meu choro um motivo para as outras pessoas rirem. Antes, quando me sentia ofendida por algum ''poste'' ou ''girafa'' tratava logo de fazer amizade com a pessoa, pois sabia ser amável, e assim, quem antes gostava de zombar de mim, se via sem poder ''brincar'' assim, afinal, já era meu amigo. Mas na escola nova, era bem diferente, ninguém se importava, eu não tinha amigos e os mais velhos pegavam pesado e me machucavam profundamente. Os professores fingiam não ver ou também achavam engraçado. Além de alta, eu era magérrima, nessa época e a infinidade de apelidos parecia crescer a cada dia. Não sei se sobrevivi sem sequelas, depois de sair desse colégio, acho que não, pois ainda me pego as vezes, com vontade de chorar quando lembro daquilo tudo, se alguém acha engraçado brincar comigo assim. No ensino médio, depois de ter criado um pouco de corpo e engordado um tanto, voltei ao mesmo colégio, questão de honra. Se eu não pude diminuir, saberia pelo menos me impor e consegui até uns olhares de gente que já caçoou de mim. Besteira, mas no fundo eu achava engraçado aquilo tudo. Tenho consciência de que a maioria das pessoas já sofreu com apelidos, mas mesmo assim, procuro lembrar de mim antes de rir de alguém por algo que a pessoa não pode mudar, ganhando muitas vezes o titulo de estraga prazeres se defendo alguém. '' Poxa, a gente tá só brincando.'' na maioria das vezes é o argumento, mas tenho certeza que a vítima, não vê graça na brincadeira.
Quanto a resposta, pro diretor do colégio, resolvi dar um sorriso e dizer : - Pois é, eu não paro de crescer nunca, ainda bem.
( Adriana, 1,80cm e na maioria do tempo, feliz. )
- Menina, você não para de crescer ?
Bom, levando em conta que desde os meus, sei lá, 8 anos eu ouço perguntas do tipo '' Quantos metros você tem ?'', eu já devia estar acostumada com a falta de noção de gente que acha normal fazer perguntas bizarras. Ser alta, acima da média das meninas de minha idade, me fez ouvir muitas coisas e eu sempre pensava se as meninas gordinhas, ou as baixinhas, escutavam coisas como '' você não para de engordar '' ou '' quando você vai começar a crescer ''.
Cheguei a conclusão que não, pois ser alta, na cabeça dos outros, era um privilégio concedido à mim. Na pré-adolescência todo mundo é meio esquisito, mas nem por isso minhas neuras eram menores. Eu era muito maior que as outras meninas, e ninguém me deixava esquecer isso. Minha mãe, apaixonada por vólei, resolveu aproveitar minha altura e o fato deu ser canhota e me matriculou numa boa escolinha. O alvoroço foi imenso, o professor se encantou comigo e tratou logo de me colocar numa turma avançada. Mesmo sem ter o menor jeito com a bola, inclusive, morria de medo de levar uma bolada forte, como via várias vezes acontecer com as outras meninas, eu fugia dos jogos. Permaneci 4 anos na escolinha, mesmo assim, até mudar de bairro e de colégio, iniciando uma época traumática. Os apelidos que eu já ouvia desde muito antes, com menor frequência e usados mais para me provocar do que para ofender, usados agora para fazer do meu choro um motivo para as outras pessoas rirem. Antes, quando me sentia ofendida por algum ''poste'' ou ''girafa'' tratava logo de fazer amizade com a pessoa, pois sabia ser amável, e assim, quem antes gostava de zombar de mim, se via sem poder ''brincar'' assim, afinal, já era meu amigo. Mas na escola nova, era bem diferente, ninguém se importava, eu não tinha amigos e os mais velhos pegavam pesado e me machucavam profundamente. Os professores fingiam não ver ou também achavam engraçado. Além de alta, eu era magérrima, nessa época e a infinidade de apelidos parecia crescer a cada dia. Não sei se sobrevivi sem sequelas, depois de sair desse colégio, acho que não, pois ainda me pego as vezes, com vontade de chorar quando lembro daquilo tudo, se alguém acha engraçado brincar comigo assim. No ensino médio, depois de ter criado um pouco de corpo e engordado um tanto, voltei ao mesmo colégio, questão de honra. Se eu não pude diminuir, saberia pelo menos me impor e consegui até uns olhares de gente que já caçoou de mim. Besteira, mas no fundo eu achava engraçado aquilo tudo. Tenho consciência de que a maioria das pessoas já sofreu com apelidos, mas mesmo assim, procuro lembrar de mim antes de rir de alguém por algo que a pessoa não pode mudar, ganhando muitas vezes o titulo de estraga prazeres se defendo alguém. '' Poxa, a gente tá só brincando.'' na maioria das vezes é o argumento, mas tenho certeza que a vítima, não vê graça na brincadeira.
Quanto a resposta, pro diretor do colégio, resolvi dar um sorriso e dizer : - Pois é, eu não paro de crescer nunca, ainda bem.
( Adriana, 1,80cm e na maioria do tempo, feliz. )
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