segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Gaiola.


Desde que me entendo por gente, tive muita vontade de ser bicho solto, sair sem dar satisfações, ganhar a chave de casa e desde pequena queria voltar sozinha do colégio, atravessar a rua sem dar as mãos. E mesmo muitos fatos contribuindo para destruir este instinto em mim, em algum lugar ele permanece vivo até hoje.
Me vi presa. E até mesmo depois dos tombos e quedas me obrigarem a começar a me aceitar, era como se eu fosse um pássaro, criando maneiras de voar, me comparando aos outros bichos de espécies completamente diferentes da minha, dos quais eu via por trás das grades da gaiola, sonhando e pensando em ser livre, mas com um medo absurdo de ficar longe da rotina das grades.
Eu, que me assumo sozinha, com um coração que não cabe em potinhos e pedaços e mesmo sabendo que ninguém pode me salvar do abismo de mim, tenho pavor de ficar sem rota de fuga.
Quero viver o hoje, sem ajuda de ninguém, mas com serenidade suficiente pra me lembrar que em 17 anos não cabem liberdade suficiente para toda uma vida, assim sem me martirizar.
Liberdade, Fé e esperança, junto com o eterno exercício diário para suportar os feriados prolongados que mais parecem eternos domingos.

3 comentários:

  1. Adoreii!...
    Liberdade e independencia concerteza é uma das melhores coisas.

    ResponderExcluir
  2. Minha amiga, querida. Como te compreendo. Também já me vi assim, presa em algum lugar, algum momento, em alguém. Enfim, com o teu tu aprende a te soltar. Ou mesmo, a voar dentro da gaiola, e acaba começando até mesmo a ver que o cárcere nem é na verdade tão ruim, e sim, protege.
    Mas mesmo assim, sair de vez em quando, pegar outros ares, colocar na bolsa e voltar é altamente benéfico também!
    Um beijo Drika!

    ResponderExcluir

Se você tem medo do amor, você tem coragem do quê ?